Movilidades periféricas, centralidades dinámicas. Los entornos de movilidad urbana en la favela de Maré

Autores/as

Resumen

Este artículo analiza la accesibilidad en transporte público a la favela, territorio de vivienda popular consolidado desde hace más de un siglo en la ciudad de Río de Janeiro. La literatura reciente ha profundizado en el estudio de las múltiples dimensiones asociadas a la baja accesibilidad de las poblaciones de bajos ingresos en las grandes ciudades del Sur Global. En el caso de las favelas cariocas, algunos estudios investigan los patrones de movilidad, pero pocos articulan esta investigación con la justicia espacial. Nuestro análisis se basa en el paradigma de la planificación de la accesibilidad sostenible y toma como objeto la favela de Maré, examinada en dos dimensiones: (i) accesibilidad al sistema de transporte y (ii) accesibilidad a las centralidades y macroáreas. La metodología adoptada es cualitativa y cuantitativa, fundamentada en la comprensión del entorno de movilidad de la favela —espacios públicos y de espera del transporte que concentran puntos de entrada a la favela, paradas de transporte formal y lugares de transporte alternativo y activo. Los resultados indican que, a pesar de su ubicación estratégica en una centralidad geográfica metropolitana, las favelas de Maré presentan deficiencias estructurales de accesibilidad, similares a las de otros territorios periféricos, y que las mejoras en sus entornos de movilidad pueden mitigar desigualdades estructurales existentes.

Palabras clave:

movilidad urbana , accesibilidad , favela , Río de Janeiro (Brasil)

Biografía del autor/a

Fabiana Izaga, Universidade Federal do Rio de Janeiro

PhD em Urbanismo, Programa de Pós-graduação em Urbanismo, Universidade Federal do Rio de Janeiro (Brasil).
Professora do Programa de Pós-Graduação em Urbanismo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil

Matheus Saraiva de Sá, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Graduando em Geografia, Universidade Federal do Rio de Janeiro (Brasil).
Bolsista de Iniciação Científica pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Brasil.

Citas

Alvim, A. T. B., Izaga, F. G. d., & Forray Claps, R. (2024). Mobilidade urbana em perspectiva: novos olhares sobre as dinâmicas da cidade contemporânea. Cadernos Metrópole, 26(60), 413–421. https://doi.org/10.1590/2236-9996.2024-6000

Ascher, F. (2004). Le sens du mouvement: modernités et mobilités. Em S. Allemand, F. Ascher & J. Levy (Dirs.). Les sens du mouvement (pp. 21-34). Éditions Belin.

Associação Nacional de Transportes Públicos. (2018). Sistema de informações de mobilidade urbana da Associação Nacional de Transportes Públicos SIMOB/ANTP. Relatório geral, 2018. https://files.antp.org.br/simob/sistema-de-informacoes-da-mobilidade--simob--2018.pdf

Barufi, A. M. B. & Haddad, E. A. (2017). Spatial mismatch, wages and unemployment in Brazilian metropolitan areas. REGION, 4(3), 175-200. https://doi.org/10.18335/region.v4i3.171

Bertolini, L. (2017). Planning the mobile metropolis, transport for people, places and the planet. Palgrave & Macmillan.

Bertolini, L., Le Clercq, F., & Kapoen, L. (2005). Sustainable accessibility: a conceptual framework to integrate transport and land use plan-making. Two test-applications in the Netherlands and a reflection on the way forward. Transport Policy, 12(3), 207-220. https://doi.org/10.1016/j.tranpol.2005.01.006

Cardoso, A. & Denaldi, R. (2018). Urbanização de favelas no Brasil. Letra Capital.

Castro, I. R., Loureiro, C. F., & Gianotti, M. A. (2025). Evolution of accessibility to work for low-income populations in Brazil: Towards equitable and sustainable metropolises? Habitat International 156, 103306. https://doi.org/10.1016/j.habitatint.2025.103306

Chaveiro, E. F. & Anjos, A. F. (2007). A periferia em questão: um estudo socioespacial de sua formação. Boletim Goiano de Geografia, 27(2), 181-197. https://doi.org/10.5216/bgg.v27i2.2663

Corrêa, R. L. (1986). A periferia urbana. GEOSUL, 1(2). https://periodicos.ufsc.br/index.php/geosul/article/view/12551

Figueroa Martínez, C., Hodgson, F., Mullen, C., & Timms, P. (2018). Creating inequality in accessibility: The relationships between public transport and social housing policy in deprived areas of Santiago de Chile. Journal of Transport Geography, 67, 102–109. https://doi.org/10.1016/j.jtrangeo.2017.09.006

Foda, M. A. & Osman, A. O. (2010). Using GIS for measuring transit stop accessibility considering actual pedestrian road network. Journal of Public Transportation, 13(4), 23–40. https://doi.org/10.5038/2375-0901.13.4.2

Geurs, K. T., & van Wee, B. (2004). Accessibility evaluation of land-use and transport strategies: Review and research directions. Journal of Transport Geography, 12(2), 127–140. https://doi.org/10.1016/j.jtrangeo.2003.10.005

Gobillon, L., & Selod, H. (2021). Spatial mismatch, poverty, and vulnerable populations. En M. M. Fischer & P. Nijkamp (Eds.), Handbook of regional science (pp. 573–588). Springer. https://doi.org/10.1007/978-3-662-60723-7_7

Guia de ruas Maré 2014. (2014). https://www.redesdamare.org.br/media/downloads/arquivos/Guia_RuasMare2014.pdf

Haesbert, R. (2023). I-mobilidades globais e dispositivos de contenção da metrópole. Consequência.

Herce, M. & Farrerons, J. M. (2002). El soporte infraestructural de la ciudad. Ediciones UPC.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (2022). Censo demográfico 2010: Aglomerados subnormais – primeiros resultados. https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/92/cd_2010_aglomerados_subnormais.pdf

Izaga, F. & Bessa, E. (2022). Urbanismo da inclusão e da exclusão: Acesso desigual às oportunidades e as potências dos territórios de favela. Em A. T. B. Alvim & V. M. Rubio (Eds.), Sustentabilidade em projetos para urbanização de assentamentos precários no Brasil: Contexto, dimensões e perspectivas (pp. 476–497). Manole.

Izaga, F., d’Avila, R., Pougy, R., Rodrigues, R., & Ruiz, L. (2022). Aportes metodológicos sobre a acessibilidade às favelas: matriz de análise dos espaços de entrada. Em M. A. Buzzar, T. A. Moreira, M. R. Alves, R. S. Lopes, J. L. S. Silva, F. M. Fachi, D. R. Franco, T. A. de Freitas, P. N. dos Santos, D. N. Marques, & C. C. P. de Paula (Orgs.), Refazer restaurar revisar. Anais do VII Encontro da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (v. 2, pp. 614-628). ANPARQ.

Jana, A., Bardhan, R., Sarkar, S., & Kumar, V. (2016). Framework to assess and locate affordable and accessible housing for developing nations: Empirical evidences from Mumbai. Habitat International, 57, 88–99. https://doi.org/10.1016/j.habitatint.2016.07.005

Kaufmann, V., Bergman, M. M., & Joye, D. (2004). Motility: mobility as capital. International Journal of Urban and Regional Research, 28(4), 745-756. https://doi.org/10.1111/j.0309-1317.2004.00549.x

Koch, J., Lindau, L. A., & Nassi, C. D. (2013). Transportes nas favelas do Rio de Janeiro. Lincoln Institute of Land Policy. https://www.lincolninst.edu/publications/working-papers/transporte-nas-favelas-do-rio-janeiro

Laboratório de Estudos e Pesquisas em Cidades. (2024). Favela data. https://lec.digital/favela-data/

Levine, J. (2019). Accessibility as the foundation for transport and land-use planning practice. Em C. Silva, L. Bertolini, e N. Pinto (Orgs.), Designing accessibility instruments: lessons on their usability for integrated land use and transport planning practices. Routledge. https://doi.org/10.4324/9781315463612-2

Lindau, L. A., Vargas, J. C., Santos, P. M. d., Arioli, M. S., Caleffi, F., Werberich, B., Alves, K. R., Canabarro, F., Endres, A., & Linhares, L. (2011). Desafios para o transporte sustentável em assentamentos urbanos informais precários, 2011. Em Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transportes & Universidade Federal de Minas Gerais (Orgs.), Anais do 25º Congresso de Pesquisa e Ensino em Transportes (ANPET 2011), Belo Horizonte, Brasil, 7–11 novembro 2011. ANPET. http://redpgv.coppe.ufrj.br/index.php/es/produccion/articulos-cientificos/2011-1/534-desafios-para-o-transporte-sustentavel-em-assentamentos-urbanos-informais-precarios/file

Magrinya, F. & Herce, M. (2007). Los costes ambientales de la ciudad de baja densidad. Em La ciudad de baja densidad: lógicas, gestión y contención (pp. 243-264). Diputació de Barcelona, Xarxa de Municipis. http://hdl.handle.net/2117/15878

Malekzadeh, A. & Chung, E., (2020). A review of transit accessibility models: Challenges in developing transit accessibility models. International Journal of Sustainable Transportation, 14(10), 733–748. https://doi.org/10.1080/15568318.2019.1625087

Moreno Alba, D. F., Figueroa, Ó., & Gurdon, C. (2021). Desigualdades urbanas: costos y tiempos de viaje en el Área Metropolitana de Santiago. Revista INVI, 36(102), 54-79. https://doi.org/10.4067/S0718-83582021000200054

Pereira, R. (2019). Justiça distributiva e equidade no transporte: legado dos megaeventos e desigualdades de acesso a oportunidades no Rio de Janeiro. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. https://repositorio.ipea.gov.br/handle/11058/9302

Pereira, R. H. M., Schwanen, T., & Banister, D. (2017). Distributive justice and equity in transportation. Transport Reviews, 37(2), 170-191. https://doi.org/10.1080/01441647.2016.1257660

Petraglia, C. L. & Leite, V. F. (2017). Caderno metropolitano 2 centralidades: territórios de perspectivas para políticas públicas. Câmara Metropolitana de Integração Governamental.

Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. (2024). Data.Rio: portal de dados abertos da cidade. https://www.data.rio/

Preston, J. & Rajé, F. (2007). Accessibility, mobility and transport-related social exclusion. Journal of Transport Geography, 15(3), 151-160. https://doi.org/10.1016/j.jtrangeo.2006.05.002

Redes da Maré, CEIIA, & Observatório de Favelas. (2015). 1ª amostra sobre mobilidade na Maré. https://www.redesdamare.org.br/media/livros/MobilidadeMare_WEB.pdf

Ribeiro, L. C. Q. (2015). Rio de Janeiro: transformações na ordem urbana. Letra Capital.

Ritter, C. & Firkowski, O. L. (2009). Novo conceitual para as periferias urbanas. Revista Geografar. https://doi.org/10.5380/geografar.v0i0.14334

Rolnik, R. (2010). O que é periferia? Entrevista para a edição de junho da Revista Continuum /Itaú Cultural. Blog da Raquel Rolnik. https://raquelrolnik.wordpress.com/2010/06/14/o-que-e-periferia-entrevista-para-a-edicao-de-junho-da-revista-continuum-itau-cultural

Santos, M. (2010). A urbanização desigual: a especificidade do fenômeno urbano em países subdesenvolvidos (3a ed.). Editora da Universidade de São Paulo.

Saputra, H. Y. & Radam, I. F. (2023). Accessibility model of BRT stop locations using Geographically Weighted Regression (GWR). A case study in Banjarmasin, Indonesia. International Journal of Transportation Science and Technology, 12(3), 779–792. https://doi.org/10.1016/j.ijtst.2022.07.002

Sheller, M. (2019). Mobility justice: The politics of movement in an age of extremes. Verso Books.

Silva, E. S. (2012). Testemunhos da Maré. Aeroplano.

Silva, J. d. & Barbosa, J. L. (2005). Favela: alegria e dor na cidade. Editora SENAC.

Silva, J. d., Barbosa, J. L., & Faustini, M. V. (2012). O novo carioca. Mórula Editorial.

Souza, J. d., Barbosa, J. L., & Simão, M. P. (2020). A favela reinventa a cidade. Mórula Editorial.

Sposito, M. E. B. (2004). Novos conteúdos nas periferias urbanas das cidades médias do Estado de São Paulo, Brasil. Investigaciones Geográficas, (54), 115-139. https://doi.org/10.14350/rig.30185

Straatemeier, T. & Bertolini, L. (2019). How can planning for accessibility lead to more integrated transport and land-use strategies? Two examples from the Netherlands. European Planning Studies, 28(9), 1713–1734. https://doi.org/10.1080/09654313.2019.1612326

Urry, J. (2007). Mobilities. Polity.

Valladares, L. P. (2005). A invenção da favela – do mito de origem a favela.com. Editora Fundação Getúlio Vargas.

Vasconcellos, E. A. (2001). Transporte urbano, espaço e equidade: análise das políticas públicas. Annablume.

Vasconcellos, E. A. (2013). Políticas de transporte no Brasil. A construção da mobilidade excludente. Manole.

Vasconcellos, E. A. (2016). Mobilidade cotidiana, segregação urbana e exclusão. Em R. Balbim, C. Krause, & C. C. Linke, Cidade e movimento. Mobilidades e interações no desenvolvimento urbano (pp. 57-80). IPEA, ITDP.

Vaz, L. F. (1994). Dos cortiços às favelas e aos edifícios de apartamentos - a modernização da moradia no Rio de Janeiro. Análise Social, 29(127), 581-597. https://doi.org/10.31447/AS00032573.1994127.06

Vecchio, G., Tiznado-Aitken, I., & Hurtubia, R. (2020). Transport and equity in Latin America: A critical review of socially oriented accessibility assessments. Transport Reviews, 40(3), 354–381. https://doi.org/10.1080/01441647.2020.1711828

Yanocha, D. & Mackenzie, A. (2021). Maximizing micromobility. Unlocking opportunities to integrate micromobility and public transportation. ITDP. https://itdp.org/wp-content/uploads/2021/06/ITDP_MaximizingMicromobility_2021_singlepage.pdf

Zaluar, A. & Alvito, M. (1998). Um século de favela. Editora Fundação Getúlio Vargas.