Pereira, G., & Palermo, C. (2015). O processo de apropriação da casa: separando o deslumbramento da satisfação. Revista INVI, 30(85), 215-225. Como citar este artículo

O processo de apropriação da casa: separando o deslumbramento da satisfação

Gabriela Morais Pereira, Carolina Palermo

Resumen


O ensaio trata da satisfação residencial em unidades produzidas por programas de governo no Brasil. Satisfação residencial é decorrente do processo de apropriação da casa e ocorre nos primeiros anos de ocupação de um novo espaço de moradia. Apropriar-se significa dotar a moradia de significados e representações que dizem respeito, mais do que às dimensões físicas e ao atendimento das necessidades programáticas, aos aspectos simbólicos relativos ao bem estar, pertencimento e identidade. Tais percepções recebem interferência direta do que ocorre já nos primeiros meses de ocupação, com sentimentos que podem ir do deslumbramento (quando a nova casa é percebida como melhor – mesmo que não o seja de fato – que a anterior) ao choque (quando a nova casa é percebida como pior – mesmo que não o seja de fato – que a anterior). Saber isolar o eco do deslumbramento ou choque na opinião do morador a respeito de sua nova moradia é vital para o pesquisador identificar o potencial de adequação do espaço à família usuária e a real medida da satisfação expressa. O artigo inclui estudo de caso realizado junto a moradores de conjuntos produzidos por programas federais nos últimos 04 anos no Estado de Santa Catarina, Brasil.

Palabras clave


ARQUITETURA; HABITAÇÃO SOCIAL; APROPRIAÇÃO ESPACIAL; SATISFAÇÃO RESIDENCIAL

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