Paiva, M., & Schicchi, M. (2020). Regeneração e resiliência: as intervenções urbanas recentes na Praça Roosevelt em São Paulo. Revista INVI, 35(100), 115-142. Como citar este artículo

Regeneração e resiliência: as intervenções urbanas recentes na Praça Roosevelt em São Paulo

Marlon Paiva, Maria Cristina da Silva Schicchi

Resumen


Este artigo apresenta algumas considerações sobre a definição dos conceitos de regeneração e de resiliência urbana, a partir de uma revisão da literatura científica de ambos os termos e uma discussão sobre a possibilidade de aplicação das respectivas leituras no contexto de intervenções urbanas recentes empreendidas no centro histórico de São Paulo (2010-2012). Recorre à leitura dos dois processos e seus fenômenos associados em ações de intervenção urbana que visam a renovação de espaços públicos, adotando como caso de estudo específico a Praça Roosevelt, na área central da capital paulista. Como resultados, busca-se verificar como tais questões se manifestam no território estudado, de modo a verificar as repercussões de tais processos nas formas de uso e apropriação da praça, em distintos períodos.


Palabras clave


regeneração urbana; resiliência; planejamento urbano; espaços públicos; São Paulo

Texto completo:

Referencias


Adger, W. N. (2003). Social and ecological resilience: are they related? Progress in Human Geography, 24(3), 347-364. http://doi.org/10.1191/030913200701540465

Barata Salgueiro, T. (2005). Paisagens urbanas. Em C. A. Medeiros. Geografia de Portugal: Sociedade, paisagens e cidades (v. 2). Lisboa: Círculo de Leitores.

Barroca, B., DiNardo, M., e Mboumoua, I. (2013). De la vulnérabilité à la résilience: mutation ou bouleversement? EchoGéo, (24). https://doi.org/10.4000/echogeo.13439

Brandi, C. (2004). Teoria da restauração. Cotia: Ateliê.

Calliari, M. (2012). Praça Roosevelt: um espaço emblemático da relação de São Paulo com seus espaços públicos. Minha Cidade, 13(147.03). Recuperado de https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/13.147/4504

Cardozo, R. C. e Antunes Netto, A. A. (1970). Praça Roosevelt, São Paulo. Acrópole, 32(380), 11-20. Recuperado de http://www.acropole.fau.usp.br/edicao/380

Fantova, F. J. M. (2008). Resiliència i voluntad de sentit em la promoció de la salutpsico social em elsdocents: Capacitat de reconstrucció positiva a partir d’um context inicial d’adversitat. Estudi de cas em um institut d’educació secundària. (Tese de doutorado, não publicado). Barcelona, España.

Farias, J. A. (2017). Resiliência: um bom conceito para o projeto e a reforma urbana? Em C. D’Ottaviano e E. Nobre (Orgs.), XVII Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional. São Paulo: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Recuperado de: http://anpur.org.br/xviienanpur/principal/publicacoes/XVII.ENANPUR_Anais/ST_Sessoes_Tematicas/ST%2010/ST%2010.6/ST%2010.6-05.pdf

Fernandes da Cruz, F. (2015). Regeneração urbana de centros históricos: o caso do Alentejo Litoral (Dissertação de mestrado, não publicado). Universidade Nova de Lisboa, Lisboa.

Freestone, R. (2015). Urban planning (Western), History of. International Encyclopedia of the Social & Behavioral Sciences (2a ed., pp. 862-868). Londres: Elsevier. https://doi.org/10.1016/B978-0-08-097086-8.74015-3

Gonçalves, C. (2016). Regiões, cidades e comunidades resilientes: novos princípios de desenvolvimento. urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana, 9(2), 371-385. https://doi.org/10.1590/2175-3369.009.002.ao15

Guevara, T. (2015). Abordajes teóricos sobre las transformaciones sociales, económicas y territoriales en las ciudades latinoamericanas contemporáneas. EURE, 41(124), 5-24. https://doi.org/10.4067/S0250-71612015000400001

Habitat III. (2015). 15 - Résilience urbaine. Recuperado de http://habitat3.org/wp-content/uploads/15-Habitat-III-Issue-Paper-15_Resilience-urbaine.pdf

Harvey, D. (1992). A condição pós moderna. São Paulo, Loyola, 1992.

Holling, C. S. (1973). Resilience and stability of ecological systems. Annual Review of Ecology and Systematics, 4, 1-23 https://doi.org/10.1146/annurev.es.04.110173.000245

Holling, C. S. (2001). Understanding the complexity of economic, ecological, and social systems. Ecosystems, 4(5), 390–405. https://doi.org/10.1007/s10021-001-0101-5

Lacerda, F. (2019, 27 de novembro). Novos negócios hipster valorizam imóveis do centro de São Paulo. Folha de São Paulo. Recuperado de https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/11/novos-negocios-hipster-valorizam-imoveis-do-centro-de-sao-paulo.shtml

Levenstein, F. d. M. (2012). Praça Roosevelt, SP ou Brooklyn, NY? SP Escola de Teatro. Recuperado de https://www.spescoladeteatro.org.br/noticia/praca-roosevelt-sp-ou-brooklyn-ny/

Maricato, E. (1996). Metrópole na periferia do capitalismo. São Paulo, Hucitec.

Mendes, L. (2013). A regeneração urbana na política de cidades: inflexão entre o fordismo e o pós fordismo. urbe. Revista Brasileira de Gestão Urbana, 5(1), 33-45. https://doi.org/10.7213/urbe.7784

Miranda, R. (2012, 7 de outubro). Skatistas e moradores debatem uso da praça Roosevelt. Folha de São Paulo. Recuperado de https://www1.folha.uol.com.br/saopaulo/2012/10/1164178-skatistas-e-moradores-debatem-uso-da-praca-roosevelt.shtml

Nesbitt, K. (2008). Uma nova agenda para a arquitetura: antologia teórica (1965-1995). São Paulo: Cosac Naify.

Ojeda, E. N. S. (2004). Introducción: resiliencia e subjetividad. En A. Melillo, E. N. S. Ojeda e D. Rodríguez (Orgs.), Resiliencia y subjetividad: Los ciclos de la vida (pp. 17-20). Buenos Aires: Paidós.

Operações Urbanas. (s. f.). Gestão Urbana SP. https://gestaourbana.prefeitura.sp.gov.br/estruturacao-territorial/operacoes-urbanas/

Ou centro. 141ª Reunião ordinária da Comissão Executiva. (2017). Recuperado de https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/desenvolvimento_urbano/sp_urbanismo/arquivos/CE_OUCentro_141a_RO_apresentacao_2017_05_29.pdf

Praça Franklin Roosevelt e entorno. (2009). Disponível em https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/desenvolvimento_urbano/sp_urbanismo/arquivos/ouc/ouc_apresentacao_78_roceouc.pdf

Prefeitura Municipal de São Paulo. (2004). Requalificação urbanística Praça Roosevelt. São Paulo: EMURB.

Schicchi, M. C. S. e Benfatti, D. M. (2004). Urbanismo: Dossiê São Paulo – Rio de Janeiro. Campinas: PUCCAMP/PROURB.

Silva, C. A. M. (2014). Em busca da Resiliência? Urbanização, ambiente e riscos em Santos (SP). (Tese de doutorado, não publicado). Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Campinas, Brasil.

Tallon, A. (2010). Urban regeneration in the UK. Routledge: Abingdon.

Toubin, M., Lhomme, S., Diab, Y., Serre, D., e Laganier, R. (2012). La résilience urbaine: un nouveau concept operation nelvecteur de durabilité urbaine? Développement Durable et Territoires, 3(1). https://doi.org/10.4000/developpementdurable.9208

Vasquez, R. G. (2015). Luzes e sombras na trajetória dos Satyros. Sala Preta, 15(2). https://doi.org/10.11606/issn.2238-3867.v15i2p35-45

Yamashita, K. (2013). Praça Roosevelt, centro de São Paulo: intervenções urbanas e práticas culturais contemporâneas. (Dissertação de Mestrado, não publicado). Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.